China emite alerta aos seus cidadãos em Angola envolvidos na mineração de criptografia

A Embaixada da China em Angola lembrou aos seus cidadãos a recente proibição em Angola de todas as actividades de mineração de criptografia. A autoridade emitiu um alerta firme, enfatizando penalidades severas para aqueles que violam a lei.
O parlamento angolano aprovou no início deste ano um projecto de lei sobre a “Proibição da Mineração de Criptomoedas e Outros Activos Virtuais”, que entrou em vigor em 10 de Abril. De acordo com esta lei, qualquer forma de mineração de criptografia é considerada um crime “criminoso”.
Quanto às consequências legais, a posse de informações ou de qualquer equipamento relacionado à mineração de criptografia levará de 1 a 5 anos de prisão. Além disso, o Nota da Embaixada Chinesaleu que o governo iria confiscar os equipamentos utilizados para fins de mineração.
“A mineração de criptomoedas por conta própria ou por meio de outras moedas e outros ativos virtuais, ou a conexão desses equipamentos de mineração ao sistema elétrico nacional, será condenada a 3 a 12 anos de prisão”, alertou.
Os infratores que utilizarem licença de instalação de energia para se envolver em atividades de mineração de criptografia enfrentarão de 3 a 8 anos de prisão.
Mineradores de criptografia da China mudam para a África
O alerta surge num momento em que a proibição geral da mineração de criptografia na China, implementada em 2018, se seguiu a um êxodo em massa de mineiros para vários países africanos. Isto se deve principalmente à queda drástica no preço da eletricidade por unidade.
Angola, por exemplo, diminuiu os preços da electricidade para 17,1 dólares por megawatt-hora em 2020. Este foi o nível mais baixo durante o período observado. No geral, os preços da energia elétrica têm diminuído no país, segundo o Statista.
Como resultado, a nação africana tornou-se um foco para mineradores de criptografia, especialmente rejeitados por países como a China.
“Desde o ano passado, vários cidadãos chineses em Angola foram responsabilizados legalmente pela prática de “mineração” virtual e suspeitos de utilização ilegal de energia eléctrica”, notou a Embaixada.
O alerta também enfatizou os principais perigos da mineração criptográfica, que poderia facilmente perturbar a ordem económica e financeira. Também geraria atividades ilegais e criminosas, como fraude, lavagem de dinheiro, esquemas de pirâmide, etc.
A Embaixada lembrou especificamente aos cidadãos e instituições chinesas em Angola que cumpram rigorosamente as regras locais. Advertiu-os para usarem electricidade de acordo com a lei, que não se envolve em actividades mineiras.


















